Notas sobre poder, estratégia e decisão
Perspetivas para empresários, CEOs, acionistas e conselhos de administração perante decisões de consequência.
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O dilema do acionista: quando vender a empresa familiar
Vender uma empresa familiar raramente é apenas uma decisão financeira. É uma questão de identidade, de legado e de timing, e a maioria dos acionistas enfrenta-a uma única vez.
O que fazem realmente os grandes administradores não executivos
Um lugar de não executivo é fácil de ocupar e difícil de preencher bem. A diferença entre um administrador razoável e um excelente está menos no currículo do que no critério, na coragem e nas perguntas que escolhe fazer.
As primeiras 72 horas: liderar numa crise reputacional
Uma crise reputacional raramente se decide no acontecimento em si. Decide-se no que os líderes fazem — e deixam de fazer — nas primeiras setenta e duas horas.
O poder de sair da mesa: porque a sua melhor alternativa decide a negociação
Nas negociações de alto risco, a posição mais forte raramente pertence a quem tem mais recursos. Pertence a quem está mais preparado para sair da mesa e fez o trabalho necessário para saber onde fica esse ponto.
Advisory, não consultoria: aquilo de que os líderes seniores realmente precisam
A consultoria ajuda os líderes a saber mais; o advisory ajuda-os a decidir melhor. Porque as decisões mais difíceis no topo pedem um advisor independente e de confiança.
A sucessão é uma estratégia, não um acontecimento
Na maioria das empresas familiares, a sucessão é discutida como uma data. Nas que duram gerações, é gerida como uma estratégia — que começa anos antes de alguém se afastar.
A reputação é um ativo de balanço
A reputação não aparece nas contas, mas determina o custo do capital, a lealdade dos clientes e a paciência dos reguladores. Os conselhos que a tratam como uma questão de comunicação estão a gerir o risco errado.
O ponto cego do CEO: porque é que o cargo de topo precisa de um conselheiro na sombra
Quanto mais alto um líder sobe, menos a verdade lhe chega sem filtro. Os CEOs mais eficazes constroem um contrapeso deliberado: uma pessoa cuja única agenda é a qualidade das suas decisões.
O dilema do fundador
O instinto e a autoridade que constroem uma empresa acabam por limitá-la. A resposta não é delegar por delegar, mas decidir com deliberação que decisões devem continuar a ser do fundador.